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quarta-feira, 9 de março de 2011

A VERDADEIRA HISTORIA DO MISS BRASIL

IOLANDA PEREIRA
Miss R.G.Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1930
IEDA MARIA VARGAS
Miss R.G. do Sul, Miss Brasil e Miss Universo 1963
MARTA VASCONCELOS
Miss Bahia, Miss Brasil e Miss Universo 1968
MISS BRASIL 2010
MISS BRASIL 2009
MISS BRASIL 2008
MISS BRASIL 1954
MISS BRASIL 1955
MISS BRASIL 1956

HISTORIA DO CONCURSO MISS BRASIL.
Miss Brasil é o mais importante concurso de beleza realizado no Brasil que visa eleger, entre as representantes de cada unidade da federação, uma candidata que represente a beleza da mulher brasileira para que esta possa representar o Brasil noMiss Universo que atualmente é o mais importante concurso de beleza internacional.
Existem várias versões do concurso Miss Brasil, porém, o único Miss Brasil realmente é o que elege a representante do país para o Miss Universo. Existem também concursos de menor porte e importância como o Miss Mundo entre outros, sendo que estes concursos enviam suas vencedoras ao concursos internacionais correspondentes.

PRIMORDIOS

O concurso começou a ser realizado regularmente em 1954, na boate do Palácio Quitandinha, em PetrópolisRio de Janeiro. E desde então, essas lindas mulheres tiveram a tarefa, de representar o Brasil com beleza, elegância no concurso Miss Universo. Os maiôs Catalina fabricados em Petrópolis pela Malharia Águia desde aquela data passaram a patrocinar os concursos fornecendo os maiôs para as misses.




O TERMO EX-MISS E SUA BANALIZAÇÃO

Oficialmente, não existe o termo ex-miss. De acordo com organizadores de eventos desse meio, "uma vez que a miss é coroada será sempre miss do respectivo ano e lugar". Apesar de ser bastante usado pela mídia (sobretudo em noticiários e sites de fofocas, por exemplo), o termo ex-miss so pode ser usado se a miss for destronada ou perder o título (o que na prática, não acontece).




ANOS DOURADOS

Com a entrada dos Diários Associados na promoção do evento, a partir de 1955, o Miss Brasil passou a ter mídia e se tornou o segundoevento mais importante do país atrás apenas da Copa do Mundo FIFA de futebol. As transmissões televisivas, encabeçadas pela Rede Tupi, passaram a ter peso depois que sua sede foi transferida de Petrópolis para a então capital federal em 1958.
Na década de 60, o Brasil conquistaria suas duas únicas vitórias tanto no Miss Universo (Ieda Maria Vargas1963 e Martha Vasconcellos,1968) como no Miss Beleza Internacional (Maria da Glória Carvalho1968). Nesse período o país chegou às semifinais e finais de ambos os concursos por várias vezes. Em 1971, a segunda colocada no Miss Brasil, Lucia Tavares Petterle, Miss Guanabara, foi eleita Miss Mundo.




MUDANÇA PARA BRASILIA

Com a queda constante de público no Maracanãzinho, os organizadores do concurso decidiram transferi-lo em 1973 para Brasília, capital do país. A transferência ocorreu por uma razão bem estratégica: era na capital federal que se concentrava mais da metade das conexões de vôos procedentes de todas as regiões do país (na época,cada estado poderia indicar sua candidata).
A transferência do Miss Brasil para o centro do país tinha, além de razões logísticas (a sede dos Diários Associados foi transferida para a cidade), uma razão política extra: a proximidade com o poder facilitaria as recepções de presidentes da República às candidatas. No entanto, nem todos os ocupantes (caso de Ernesto Geisel) eram simpáticos com as misses. Segundo trechos do Diário de Heitor Ferreira,o diário particular do secretário particular do então presidente) reproduzidos pelo jornalista Elio Gaspari em seu livro A Ditadura Derrotada(Companhia das Letras, 2004), Geisel "se recusou a receber as candidatas a Miss Brasil (1974)" no Palácio da Alvorada.




PROBLEMAS COM A SENSURA

A má receptividade do Miss Brasil por alguns setores do governo Geisel trouxe problemas sérios não só para a sua sobrevivência como a da emissora que o transmitia. Nessa época, era comum ver no Ginásio Nilson Nelson números musicais de artistas considerados "subversivos" ou "perigosos" para o regime militar. Foram os casos de Maria Alcina e Raul Seixas (que eram os números musicais no concurso de1976).A TV Brasília, emissora dos Diários Associados em Brasília, recebeu várias ameaças de fechamento por desobedecer a Censura Federal por liberarem a performance de algumas músicas vetadas.




DECADENCIA

Sem contar a antipatia do poder público, o concurso também enfrentava sucessivas crises de audiência desde que foi transferido para Brasília.A situação piorou de vez quando a marca de cosméticos Helena Rubinstein retirou seu patrocínio do concurso.
Em 1977, a Rede Tupi transmitira o Miss Brasil ao vivo pela última vez. No entanto, a emissora continuaria a emprestar seu apoio até a sua falência em 1980 (quando sua situação financeira estava gravíssima e os índices de audiência traçavam). A concordata dos Associados (provocada pelo fechamento de sete das nove emissoras da Tupi) obrigou o grupo, nos primeiros dias de 1981, a transferir as franquias do Miss Brasil e do Miss Universo para o SBT (que já transmitia o concurso internacional através da então TVS e das afiliadas da então TV Record em São PauloSão José do Rio Preto e Franca, que eram de propriedade de Silvio Santos.




MUDANÇA PARA O SBT

Com a falência do sistema da Rede Tupi em julho de 1980, a responsabilidade pela promoção do Miss Brasil foi transferida para Silvio Santos,o dono do SBT, uma das redes nacionais de TV criadas a partir da partilha determinada pelo Ministério das Comunicações. Nesse período, Marlene Brito (funcionária da rede extinta aproveitada pelo Grupo Sílvio Santos) foi incumbida pela direção da nova emissora de coordenar as atividades correlatas ao concurso. Com isso, Sílvio Santos seria o apresentador fixo do concurso por nove anos
Na "era SBT", o Brasil obteve resultados pífios no Miss Universo (uma finalista e três semifinalistas, fora as premiações especiais de traje típico concedidas em 19811987 e 1989). Com sucessivas quedas drásticas de audiência, o SBT abriu mão do Miss Brasil e do Miss Universo em 1990, e isto foi crucial para a não participação do Brasil no Miss Universo 1990.




ANOS 90

Com a retirada do SBT da promoção do Miss Brasil, Marlene Brito saiu da emissora e montou uma empresa apenas para a promoção de concursos de beleza. A nova empreitada, batizada de The Most of Brazilian Beauty, promoveu apenas os concursos de 1991 e 1992. Em1993, por problemas de patrocínio, Marlene decidiu indicar a única miss estadual eleita para aquele ano, a Miss Rio Grande do Sul Leila Schuster para a vaga brasileira ao Miss Universo 1993. A coroação aconteceu num restaurante de São Paulo.
Em 1994, uma associação de cronistas sociais indicou Paulo Max para ficar com as franquias nacionais do Miss Universo e Miss Beleza Internacional. Max morreu em 1996 num acidente de carro na serra fluminense. Seus filhos, Paulo Max Filho e Ana Paula Sang coordenaram o concurso entre 1997 e 1998.
No entanto, as diversas trocas de organizadores afetaram seriamente o desempenho brasileiro no Miss Universo: o país só chegou às semifinais somente duas vezes (1993 e 1998).Mas,não conseguiu chegar às finais em nenhuma delas.Somente Anuska Prado,Miss Brasil Mundo 1996) se classificou ficando em terceiro lugar quebrando um jejum de 13 anos de classificação do Brasil entre as 5 primeiras colocadas nos 2 concursos mais conhecidos internacionalmente (Miss Universo e Miss Mundo). Em compensação, algumas vencedoras do concurso nacional levaram outros títulos internacionais de menor expressão, como o Nuestra Belleza Internacional (voltado apenas para aAmérica Latina).




REVITALIZAÇÃO MIDIÁTICA

À frente do Miss Brasil desde 1999, o empresário Boanerges Gaeta Júnior, diretor da Gaeta Promoções e Eventos, ficou com a franquia do concurso,e decidiu recolocar o concurso na mídia, inicialmente de forma local (através da CNT Rio de Janeiro). Em 2002, a vencedora do concurso de 1997Nayla Micherif, se tornou sócia da empresa.E após 12 anos,o concurso voltava a ser exibido em rede nacional.A primeira emissora a transmitir foi em 2002,a recém-criada RedeTV!).No ano seguinte em 2003, em uma parceria com a Band,o retornou a ser transmitido em rede nacional,juntamente com o Miss Universo.




A NOVA ONDA MISSOLOGICA

Após anos com resultados pífios, o concurso voltou a mídia em 2007, quando a mineira Natália Guimarães conseguiu o melhor resultado do país no concurso desde o segundo lugar de Rejane Goulart em 1972, que se seguiu à coroação de Martha Vasconcellos em 1968, e desde então a atenção da mídia para o concurso retornou. Mas, nenhuma das sucessoras de Guimarães (Natália Anderle, Larissa Costa e Débora Lyra) se classificou para as semifinais. Mesmo assim, os melhores resultados brasileiros em concursos internacionais representados pela atual coordenação do Miss Brasil após o fim do reinado de Natália não foram além de um segundo lugar no Miss Continente Americano(Denise Ribeiro em 2009) e uma classificação para as semifinais do Miss Internacional (Rayanne Morais, 2009). Desde então o concurso noBrasil passa por um período de revitalização.




REGULAMENTO
Para participar do concurso Miss Brasil, a candidata deve preencher os seguintes requisitos:
  • Ser do sexo feminino;
  • Ser cidadã brasileira por um período de pelo menos 12(doze) meses que antecedem a realização do concurso:
  • Ser residente no País;
  • Ter no minimo 18 (dezoito) anos e no máximo 26 (vinte e seis) anos até o dia 31 de dezembro correspondente ao ano do concurso
  • Não são aceitas candidatas emancipadas;
  • Nunca ter sido casada, nem ter tido casamento anulado;
  • Nunca ter sido mãe, não estar grávida;
  • Nunca ter sido fotografada ou filmada totalmente despida, expondo os seios e partes íntimas;
  • Nunca ter sido fotografada ou filmada em cena de sexo explícito;
  • Ter estatura minima de 170 (cento e setenta) centímetros.
ETAPAS DE CLASSIFICAÇÃO
Até a semana do Miss Brasil, há uma série de procedimentos de seleção. O primeiro deles, em alguns Estados, consiste na seleção das candidatas municipais para os concursos estaduais (cujas datas ficam sob critério e responsabilidade exclusiva de seus franqueados e/ou diretores).
No entanto, em Estados onde não há concurso, a escolha da representante se dá através por meio de um casting que a direção local possui de modelos inscritas em anos anteriores para a disputa da indicação final.






Concursos estaduais

Eventos de grande importância histórica para o processo de eleição da Miss Brasil, os concursos dos Estados e do Distrito Federal podem ser supereventos e receber artistas de renome nacional.Os seguintes concursos são considerado de grande porte: o Miss São PauloMiss Rio de JaneiroMiss Minas Gerais e são transmitidos nacionalmente
Os concursos de de porte médio, como o Miss ParáMiss Santa CatarinaMiss BahiaMiss Rio Grande do Sul e Miss Pernambuco, por exemplo, têm suas transmissões restritas aos respectivos Estados e são amplamente repercutidos pelas mídias locais e sites nacionais especializados no assunto.






Dia do concurso

Um mês antes da final nacional, as candidatas começam a cumprir agendas de compromissos para a emissora geradora do evento (gravação de vinhetas, perfis individuais e fotos de divulgação). Depois, as misses encerram a preparação em seus Estados para receberem os trajes típicos da noite do concurso.
Na semana do Miss Brasil, as candidatas fazem as fotos oficiais para os perfis de votação online, participam de ensaios e cumprem agenda de city tour na cidade-sede e, eventualmente, programação com autoridades. Em algumas edições, a Miss Universo reinante é a convidada de gala para o evento e cumpre agenda paralela de atividades beneficentes determinadas por obrigações contratuais.
Ao contrário do Miss Universo,não acontece a competição das preliminares,sendo que a definição das semi-finalistas e finalistas do Miss Brasil fica é na noite do concurso. Fora isso, a única competição prévia é a de melhor traje típico estadual. A vencedora, além das premiações da organização, cumpre uma agenda de mídia antes de retornar a seu Estado e cumprir sua preparação para o Miss Universoque é realizado anualmente sempre em um local diferente.






Televisão

As primeiras transmissões televisivas do Miss Brasil em rede nacional ocorreram a partir de 1970 na Rede Tupi. Até então o concurso era mostrado para outros Estados em VT com dias de atraso em relação à exibição para o público da cidade-sede.
SBT assumiu a transmissão e promoção do evento de 1981 a 1989. Com a mudança de direção, os concursos de 1991, 1992, 1994 e 1995 não foram televisionados. Depois de alguns hiatos, a Rede Record exibiu um VT do evento em 1996. De 1997 a 2001, emissoras daRede MancheteRede Record e CNT transmitiram as finais em nível regional. O concurso voltaria a ser televisionado nacionalmente em 2002, pela Rede TV! e a Rede Bandeirantes desde 2003.








Diretores de transmissão

O mais conhecido diretor geral de televisão do concurso Miss Brasil é Homero Salles, que dirigiu de 1981 até 1987 pelo SBT. Com o retorno do concurso à mídia em 2003, outros nomes como Marlene Mattos e Rodrigo Carelli executaram essa tarefa na Rede Bandeirantes.






"Hosts" ou apresentadores

Nomes consagrados já passaram pelo posto de apresentador do Miss Brasil, o mais notável deles é Silvio Santos, que apresentou o concurso de 1981 a 1989, exceto em 1988, quando teve problemas nas cordas vocais e foi substituído por Murilo Nery. Em 1990, o SBTdesistiu de realizar o evento e o Brasil ficou de fora do Miss Universo.
A atual apresentadora fixa, Nayla Micherif (Miss Brasil 1997), assumiu o posto desde o Miss Brasil 2002.






VEJA AS CONQUISTAS DO TITULO MISS BRASIL POR ESTADO

EstadoTítulosVitórias
Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul101956, 1963, 1972, 1986, 1993, 1999, 2001, 2004, 2006, 2008
Minas Gerais Minas Gerais081961, 1971, 1978, 1983, 1995, 1997, 2007, 2010
São Paulo São Paulo081967, 1973, 1974, 1976, 1977, 1984, 1991, 1994
Rio de Janeiro Rio de Janeiro081958, 1959, 1960, 1965, 1966, 1970, 1980, 1981
Santa Catarina Santa Catarina051969, 1975, 1988, 2002, 2005
Paraná Paraná031964, 1992, 1996
Bahia Bahia031954, 1962, 1968
Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte021979, 2009
Mato Grosso Mato Grosso021985, 2000
Ceará Ceará021955, 1989
Tocantins Tocantins012003
Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul011998
Distrito Federal (Brasil) Distrito Federal011987
Pará Pará011982
Amazonas Amazonas011957
RANKING DO MISS BRASIL

RankEstado1º. Lugar2º. Lugar3º. Lugar4º. Lugar5º. LugarSemi.Total
01º.Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul1067531445
02º.Rio de Janeiro Rio de Janeiro879851956
03º.São Paulo São Paulo8113281749
04º.Minas Gerais Minas Gerais857271645
05º.Santa Catarina Santa Catarina521512135
06º.Paraná Paraná334231934
07º.Bahia Bahia323041931
08º.Mato Grosso Mato Grosso221411222
09º.Ceará Ceará22131918
10º.Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte21022714
Origem: Wikipedia a enciclopedia livre






2 comentários:

  1. Sem dúvida um resgate histórico da maior importância, mas duas ressalvas devem ser feitas: a primeira diz respeito a não postagem da foto de IEDA MARIA BRITO VARGAS na HOME deste blog, enquanto outras menos importantes em termos de resultados são destacadas.

    Segundo, não é possível esquecer que a gaúcha IOLANDA PEREIRA, natural de Pelotas e, que casada com um militar, viveu por longos anos no Rio de Janeiro, foi MISS UNIVERSO em 1930. Essa história, sem bairrismo, não apenas ressalta a beleza das mulheres gaúchas, primeiras no Ranking, bem como ressalta a beleza das mulheres brasileiras.

    Tal fato é preciso constar da história do Miss Brasil e do Miss Universo, como um feito singular e pioneiro. No blog "ESPAÇO GÓTICO" (acesso via Google, bastando digitar o título do Blog) a própria Iolanda Pereira, cuja foto está lá postada, fala a um jornalista da sua conquista em 1930.

    Assim, com o sentido de colaborar, esperando tal fato e feito passem a constar da VERDADEIRA HISTÓRIA DO MISS BRASIL, incluido, inclusive, a foto da gaúcha de Pelotas, IOLANDA PEREIRA.

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  2. Para confirmar tais informações fui em busca de mais subsídios nos seguintes sites:

    Site:

    1)http://jhbelasmisses.blogspot.com/2011/01/yolanda-pereira-miss-brasil-e-miss.html

    2)http://xicojunior.blogspot.com/2007/06/yolanda-pereira-primeira-miss-universo.html

    3) http://pt.wikipedia.org/wiki/Yolanda_Pereira

    Aguardando a atenção e a reparação do lapso histórico,

    Att.

    Xico Júnior
    Jornalista e Cronista Social há 45 anos, Acervista, Historiador, Escritor com 6 livros já publicados.

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